Fazenda orgânica, plantio, permacultura, sustentabilidade, solidariedade e experiência de vida.

Um jeito de viajar sem pagar hospedagem e alimentação. Conheça a FAZENDA ORGÂNICA.

Para alguns pode já ser familiar, mas para a maioria das pessoas (principalmente no Brasil) as fazendas orgânicas ainda são desconhecidas. Trata-se de trabalho por troca de hospedagens. O trabalho é em fazendas, plantio, permacultura, mas também pode ser até produção e construção de casas de barro entre outras coisas. Normalmente tem alguma ligação com a sustentabilidade.

 

 

E surge a “fazenda orgânica”

 

A ideia surgiu na década de 70, quando Susan Coppard percebeu a necessidade de as pessoas que vivem em grandes cidades poderem vivenciar experiências no campo, junto à natureza, dando apoio a agricultura. Ela era secretária da revista Ressurgence, e em uma crise de nostalgia da sua infância na fazenda dos tios, confessou a um amigo a sua imensa vontade de passar alguns dias no campo. Então o amigo convenceu o diretor de uma Universidade Inglesa, e conseguiu que ela passasse um fim de semana na escola-fazenda do curso de Agricultura Biodinâmica. Parece que as coisas foram tão bem que no outono de 1971 Sue (apelido) deu início a sua primeira organização, que se chamava “Working Weekends on Organic Farms” (ou fins de semana de trabalho em fazendas orgânicas) nome que passou para World-Wide Opportunities on Organic Farms (Oportunidades Mundiais em Agricultura Orgânica), e assim se chama até hoje.

Além do WWOOF, hoje também existem o Helpx e o Workaway, com a mesma proposta. A única diferença é que os dois últimos tem além das fazendas, mais opções de serviço voluntário, como hotéis, hostels, trabalho em veleiro, baby sitter, e outros.

Troca de trabalho por hospedagem e alimentação. Fazendas Orgânicas, desde 1971 interagindo as pessoas com o campo e a agricultura.

Troca de trabalho por hospedagem e alimentação. Fazendas Orgânicas, desde 1971 interagindo as pessoas com o campo e a agricultura.

 

Trabalho parte do voluntariado

 

O projeto parte do trabalho voluntário, em troca de um lugar para dormir e alimentação. O trabalho varia entre 4 a 6 horas por dia, em 5 ou 6 dias da semana. O programa tem a finalidade de interagir as pessoas com o meio ambiente, trazê-las para o contato com a natureza. O voluntário doa sua energia e criatividade, mas ganha em troca além do contato com a natureza, o contato humano, convivência com lugares e pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas e satisfação em se sentir útil. Há algumas fazendas que ainda dão alguma ajuda de custo. O tempo normal de permanência varia de 3 dias a 6 meses, o que pode ser negociado com o anfitrião (para até 1 ano).

 

A atividade é rica em aprendizado. Lugares  e atividades diferentes, outras formas de vida.

A atividade é rica em aprendizado. Lugares e atividades diferentes, saúde e sustentabilidade. Outras formas de vida.

 

No mundo

 

Exitem relatos muito bacanas sobre as experiências nas fazendas orgânicas.

Abaixo um dos relatos que li, de um casal que foi para a Nova Zelândia (um país muito procurado para essa prática, talvez por possuir várias fazendas inscritas no WWOOF), e tiveram experiências super legais. Voltaram com uma visão diferente da vida, dos hábitos e ainda mais apaixonados.

 

“Como vegetarianos, já nos interessamos pela cultura orgânica e por qualidade de vida de modo geral, então ficamos maravilhados com a oportunidade de sermos voluntários em uma fazenda, em troca de muito aprendizado e uma experiência de vida inesquecível.

O primeiro passo foi decidir o país. Pesquisamos muito, lemos depoimentos de várias pessoas e acabamos decidindo que a Nova Zelândia era o lugar com o qual mais nos identificávamos. Ao entrar no site do Wwoof da Nova Zelândia, ficamos surpresos com a organização, já que cada país possui o seu próprio site independente; muitos sites são desorganizados e confusos, mas o da Nova Zelândia, permite que você tenha um acesso parcial a algumas informações antes de aderir ao programa. Foi aí que nós tivemos certeza de ter escolhido o lugar certo.

Quando você decide aderir ao Wwoof NZ, você pode optar apenas pelo acesso online, que permitirá que você visualize as informações completas e entre em contato com todas as fazendas (hosts). Poderá optar também pelo pacote online + receber um livreto com as mesmas informações (o benefício do livro é que você pode carregá-lo com você na sua viagem, para qualquer lugar onde você não tenha acesso à internet). Optamos pelo pacote de acesso online + livro, mas confesso que ficamos com medo de não recebe-lo a tempo da nossa viagem. Porém, em menos de duas semanas, deparamos com um embrulho pardo na portaria do prédio, com o carimbo “Wwoof”, quase morremos de alegria. O livro é tão organizado quanto o site, explica um pouquinho sobre o programa, sobre permacultura, sobre orgânicos e principalmente sobre os hosts. Adoramos!

Acreditamos que o Wwoof seja uma ótima oportunidade para pessoas de mente aberta, que buscam experiências diferentes e sustentáveis. Pessoas que não liguem de sujar as mãos e limpar a mente.

Publicado por Nathália e Pedro – Blog Organic Travelling (http://organictravelling.wordpress.com/2010/08/26/o-que-e-wwoof/)

 

Dentre muitos relatos, não li nenhum que fosse negativo. Mas li de terceiros, que o amigo achou o sistema explorador e coisas do gênero.

Existem direitos e deveres das duas partes, isso é regra para o bom funcionamento das coisas, assim como em tudo na vida. Essas regras devem ser cumpridas de ambos os lados e isso, para muitos, pode passar a ideia de “escravidão”. Mesmo assim, caso haja experiências negativas, as partes podem cancelar o trabalho, e dependendo da gravidade, reportar ao próprio WWOOF que tomará as providências para que fatos e situações singulares não sujem a imagem da organização.

 

WWOOFer no plantio de uvas.

WWOOFer no plantio de uvas.

 

CADASTROS

 

Se você tem interesse nessa prática, o primeiro passo deve ser escolher um lugar. Pesquise, veja o que os sites oferecem de informações sobre este lugar. Para todos os sites que oferecem esse tipo de serviço, há uma taxa de inscrição destinada a ajudar a organização e também para o material que você recebe em casa. A taxa é anual (ou bienal, depende do site) e não passa de U$ 40,00.

Você deve se munir do máximo de informações que puder, então busque saber como é a vida neste lugar, a fazenda escolhida e a atividade que ela exerce, o que a atividade da fazenda significa para a comunidade local. Quais são as regras, bem como qual será exatamente a sua função nesta fazenda. Por quantas horas você deve trabalhar, quantos dias por semana. Veja se precisa levar algum dinheiro para sobrevivência nos dias de folga, ou se a fazenda te oferece alguma ajuda. Para dar mais uma forcinha pra quem tem realmente interesse em se tornar um WWOOFer, fiz um post ensinando como se cadastrar no site WWOOF.

Essa é mais uma forma de viajar para muitos lugares reduzindo todos os custos e vivenciando experiências inesquecíveis. Ainda se você fizer WWOOF no Brasil pode viajar de carona. Vou fazer um post aqui falando sobre a organização de sites de carona que está tomando força em nosso país. O sistema tem como prioridade principal garantir a segurança dos membros (caroneiro e motorista), o que facilita muito essa prática já que o medo seria o principal empecilho.

 

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Abraços, até logo!!